Em um seriado cujos pontos fortes são braços e cabeças voando, sangue jorrando, muito sexo gratuito (muito mesmo) e poucos diálogos significativos, Spartacus chegou ao seu final com um episódio emocionante. Não emocionante no sentido da ação, mas de drama mesmo, de realização dos personagens, colocando um belo ponto final na terceira e última temporada da série. Inclusive, já escrevi antes sobre ela.
Desde o season finale da segunda temporada eu me coçava todo pra poder olhar o que aconteceu na vida real com o verdadeiro Spartacus e seus companheiros. Eu sabia que ele não havia sido o responsável direto pela queda do Império Romano, mas suas ações, realizadas por volta de 70 anos antes do nascimento de Cristo, inspiraram movimentos de revolta de escravos durante séculos.
O último episódio tem o fim da saga ficcionalizada, com o derradeiro embate entre Spartacus e o general Marcus Crassus. Antes do duelo, ambos travam uma conversa repleta de ameaças (foto abaixo), mas que mostra o respeito do romano pelo ex-escravo que ousou desafiar o Império. Respeito pelo líder e estrategista que Spartacus se transformou com o passar de três temporadas.
É claro que o seriado do canal Starz não traz uma versão extremamente fiel aos documentos da História. Mas, considerando os pontos principais do verdadeiro Spartacus, a produção conseguiu realizar um bom enredo com a passagem do tempo. Isso tudo aliado a um estilo de lutas muito parecido com o do filme 300, de Zack Snyder.
Nos créditos finais, mais um momento emocionante com uma rápida homenagem ao ator Andy Whitfield, que estrelou a primeira temporada mas faleceu em setembro de 2011, vítima de câncer. Ele aparece gritando "I'am Spartacus", frase que foi repetida várias vezes no início do episódio.

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